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Alfredo Loebeling

Alfredo dos Santos Loebeling, nasceu no dia 02 de janeiro de 1962. Formou-se árbitro em 1990 e sua primeira partida oficial foi Marilia x Nacional em 1992 pela série A3 do campeonato paulista. Entrou para o quadro da FIFA em 2001 e saiu em 2002 quando encerrou a carreira de árbitro depois de acusar o diretor da CBF, Armando Marques, de pressioná-lo a mentir na súmula da partida Caxias x Figueirense pela final da segunda divisão do campeonato brasileiro.

É sociólogo com pós graduado em psicopedagogia, ex-árbitro de futebol da FIFA, C.B.F. , FPF, colunista do jornal AGORA, ex-membro da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol em 2005, diretor de árbitros da Associação Paulista de Futebol, ex-comentarista das rádios LBV, Atual, Tupi e Capital. Foi também colunista do Diário de São Paulo entre 2002 e 2006.

Atuou em 732 partidas oficiais, incluindo 17 finais estaduais, sendo 2 finais paulistas em 2000 e 2001. Foi eleito o melhor árbitro paulista em 2000 e 2001.

Alfredo apitou as finais de 2000 e 2001 do campeonato paulista, nestes dois anos, a arbitragem paulista era dupla e Ilson Honorato dos Santos em 2000 e Edílson Pereira de Carvalho em 2001 trabalharam com Loebeling na partida final. Tem como ídolo no apito Dulcido Wanderley Boschila e gostava de trabalhar com o Arthur Alves Junior, hoje membro da comissão de árbitros da FPF e presidente do sindicato dos árbitros de São Paulo.

Loebeling protagonizou um capítulo polêmico do futebol brasileiro ao bater de frente com o polêmico Armando Marques, então chefe da arbitragem no país, inspetor da Fifa e um dos maiores especialistas em arbitragem do mundo. Loebeling, indicado para a Fifa por Marques, apitou a partida final da segunda divisão do Brasileiro de 2001 entre o Figueirense e Caxias, em Florianópolis. Esta partida  decretou o fim de sua promissora carreira, o Figueirense vencia a partida e estava conquistando dentro do campo o acesso a primeira divisão do futebol brasileiro, os torcedores do Figueirense invadiram o gramado quando faltava 1m50s para o final, um caos foi formado. Loebeling interrompeu o jogo, mas disse ao capitão do Caxias e às rádios locais que o jogo iria continuar. No entanto, como os torcedores levaram uniformes, redes e bolas, a partida não pôde ser reiniciada.

No dia seguinte pressionado por Armando Marques, mudou totalmente o relatório da partida e praticamente encerrou sua carreira naquele momento. Na época ele disse:

"Fui coagido pelo Armando a adulterar o relatório. Ele me obrigou a dizer que eu encerrei o jogo e dei dois minutos de acréscimo em vez de três. Depois, na CBF, negou tudo e ameaça acabar com a minha carreira. [...] Eu aceitei a pressão e menti para salvar minha carreira. Sabia que era uma coisa errada, mas fiz porque fui ameaçado. Não tenho vergonha de admitir que fiquei com medo de acabar com minha carreira".

Araçatuba 1x2 Corinthians pelo paulista no dia 25 de maio de 1995. Foto Celso Corrêa

Foi julgado pelo tribunal da STJD e tomou uma suspensão de 180 dias. Loebeling até chegou a declarar que em comum acordo com a família, iria deixar de apitar mas voltou atrás.

Armando Marques, não convocou o árbitro paulista para o teste físico do quadro Nacional e Loebeling foi excluído. Armando Marques chegou também a ser afastado de seu cargo para averiguação. Mas a coisa sobrou apenas para o árbitro paulista, que nunca mais apitou numa partida oficial no Brasil.

Loebeling continua morando na capital paulista ao lado de seus familiares e continua vendo muito de seus inimigos tripudiarem sobre a situação vivida pelo ex-apitador. Um deles é o ex-árbitro Oscar Roberto de Godoi, desafeto assumido de Alfredo dos Santos Loebeling.

Trabalhou no Gremio Barueri e de assessor parlamentar do vereador Gilberto Natalini do PSDB/SP.

Galeria de fotos

Alfredo deixa o campo protegido pela policia. Ao fundo, o também ex-arbitro Giulliano Bozzano

Com Arthur Alves Junior e Edílson Barbosa Prateado

 

 

 

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