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    São Paulo - 02/01/2023    09:06hs

Ano novo, atitudes velhas na Federação Paraibana de Futebol

Em véspera do inicio da pré-temporada da arbitragem, falta de verba gera indefinições quanto a local do evento e definições de instrutores das atividades

Pré-temporada 2022 da arbitragem paraibana - Crédito: Divulgação / FPF
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O ano mudou, estamos no inicio de 2023, mas a Federação Paraibana de Futebol (FPF) continua com pensamentos e atitudes do século passado. Incapaz de se manter em pé com as próprias pernas, a entidade recorre ao socorro financeiro vindos da CBF, que deveria ser usado para fomentar o futebol e consequentemente a arbitragem, mas é utilizado para criar cabide de emprego pagando altos salários a dirigentes e funcionários e despesas da entidade. O resultado não poderia ser outro, excesso de funcionários, muitos deles sem qualificações necessárias, dirigentes ricos, como mostram alguns em suas redes sociais e o futebol cada vez mais pobre com os clubes do estado penando para sobreviverem nas Séries C e D, rabeira do futebol nacional.

Elo mais fraco desta corrente fragmentada, a arbitragem sobrevive de migalhas como a baixa remuneração, treinamentos cada vez mais escassos e com qualidade duvidosa. Mal formados, mal treinados e com alto grau de desconfiança de caráter, os árbitros são jogados na arena com leões e dependem de suas qualidades técnicas para driblar as armadilhas e permanecerem vivos para a próxima escala. Mas antes de apitar os jogos, os árbitros são obrigados a pagarem do próprio bolso despesas de transporte, estadia e alimentação para, quando ´convidados´, participarem das reuniões na FPF e dos testes físicos. Não podemos esquecer que toda vez que ele atende esse 'convite' deixa de comparecer ao seu trabalho de onde tira o sustento do seu lar ou se ausenta do convívio familiar.

Michelle Ramalho tietando jogadores durante Copa do Mundo Catar - Crédito: Divulgação/FPF-PB

A pré-temporada deste ano, com previsão de início para esta terça-feira (3) e termino na sexta seguinte, sequer tem local definido, não foi informado quem serão os instrutores e inexiste programação supostamente por falta de verba da FPF. Claro, não podemos esquecer que a presidente Michelle Ramalho passou cerca de quarenta dias, entre novembro e dezembro do último ano, ocupada com as atividades no Catar acompanhando jogos da Copa do Mundo e desfilando ao lado de dirigentes à convite da CBF com todas despesas pagas, incluindo cabeleireiro e maquiador, segundo uma pessoa próxima à presidente.

Enquanto isso, a arbitragem, cujo os dirigentes de federações fazem questão de dizer que são prioridades nos investimentos, são jogados a segundo plano e só são percebidos quando acontece algum erro grave e viram capas de jornais e aparecem nas televisões e nas redes sociais em matérias negativas.

Segundo dados do Portal da Transparência da CBF, a Federação Paraibana de Futebol, recebeu em 2021 algo em torno de R$ 150 mil reais mensais, totalizando R$ 1,8 milhão anual como auxílio para serem aplicados no futebol paraibano (veja documento). Fora esse valor, segundo informações, a Presidente da FPF receberia ainda 90 mil reais mês como "verba de representação", o que da algo em torno de 1.1 milhão de reais ano depositados diretamente na conta da ‘bela Michelle’.

Print com demonstração financeira da FPF no Portal da Transparência da CBF - Credito: CBF

Não conseguimos contatar Michelle Ramalho nem Arthur Alves Junior, presidente da FPF e da CEAF/PB respectivamente. Esta matéria será atualizada caso isso aconteça.

 

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