Publicidade

 

 
 08/03/2019    10:27hs

Siga o vovô do apito

Aos 47 anos, carioca Marcelo de Lima Henrique é aprovado em testes da CBF e esta apto para atuar no 18ª brasileirão da sua carreira

O árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique (foto) é só orgulho, o bom velhinho de Itaboraí, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, esta gabaritado para iniciar no próximo mês, sua 18ª temporada com escudo da CBF. Dono de um invejável conhecimento das regras do jogo e bom aproveitamento físico, Marcelo teve excelente desempenho nos testes realizados em fevereiro pela CBF com os árbitros do quadro nacional do estado sendo aprovado no teste físico e na prova escrita com aproveitamento de 9.5.

Tudo pronto para o fuzileiro naval que agora aguarda a primeira escala nacional para dar inicio a mais uma temporada com escudo CBF no peito. Em dezesseis anos com apito na boca atuou em 178 partidas como árbitro central, números que devem aumentar bastante tendo em vista que De Lima, como também é conhecido, pretende atuar em pelo menos mais dois campeonatos.

Publicidade

Curiosidade

Em 2012, após a final em que o Fluminense sagrou se campeão estadual contra o Botafogo, Marcelo Henrique e Rafael Moura, então atacante do Fluminense, armaram uma confusão para ver quem ficaria com a bola da final. No campo a bola ficou com o árbitro, a maior autoridade da partida, mas depois, devido à repercussão, abriu mão do troféu entregando ao atacante tricolor e hoje se diz arrependido.

“Idiotice minha. Coisa de Naval metido a brabo pegar a bola do cara que fez o gol da final” - disse Marcelo.

Crédito: Ivo Gonzalez / Ag. O Globo

De Lima devolvendo a bola da famosa confusão para o atacante Rafael Moura

Apesar do episódio e da fama de marrento que ficou, o árbitro diz que não é apegado a esses presentes que ganha nos jogos.

“Todas as bolas das finais que ganhei dei para amigos ou para os meus filhos jogarem na rua. A que ganhei na partida Uruguai e Argentina que apitei pelas eliminatórias, eu dei para meu filho jogar no asfalto” - frisou De Lima.

Mas o que ninguém sabe é que a Topper, fabricante da bola, enviou outra para ele que a presenteou a um amigo tricolor.

Crédito: arquivo pessoal

Marcelo Henrique demonstrando liderança durante encontro dos árbitros do RJ com diretoria da ANAF

Breve currículo

Em 2002 entrou para o quadro nacional e em 2007 (12/05/2007) fez sua estréia na primeira divisão na partida em que o São Paulo venceu o Goiás por 2 a 0 no Morumbi, na capital paulista, com gol de goleiro. Jorge Wagner abriu o placar e Rogério Ceni deu números finais à partida.
 

Filho do ex-árbitro aspirante FIFA José Henrique Neto, Marcelo Henrique tem 47 anos (26/08/1971) e foi jogador antes de ser árbitro atuando como goleiro nas categorias de base do Flamengo.

Em 1995 se formou árbitro tendo em 2003 feito sua estréia na divisão principal do carioca na partida Madureira 0x1 Bangu. Em 2008 foi promovido ao quadro da FIFA onde permaneceu até o final de 2014.

Em 2014 foi contratado pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF), onde permaneceu por 2 anos voltando em 2017 ao futebol carioca.

Além das 178 partidas pela Série A do Campeonato Brasileiro, atuou ainda em duas partidas eliminatória para a Copa do Mundo de 2014 disputada no Brasil (Peru x Equador e Uruguai x Argentina), em dezoitos partidas pela Copa Libertadores, sendo que a mais importante a Semifinal entre Santos e Corinthians em 2012, vencida pelos corintianos por 1 a 0 com gol de Emerson sheik e 12 pela copa sul-americana.

Concorreu a vereador em sua cidade natal nas eleições municipais de 2012 pelo PV, porém não se elegeu.

Crédito: arquivo pessoal

Entre jogos importantes no currículo esta Uruguai x Argentina e Peru x Colômbia pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2014

Ainda dentro das quatro linhas, mas na área militar, atuou em Torneios Mundiais tendo apitado a final no Mundial Militar disputado no Brasil em 2011 entre Egito e Argélia. Marcelo atuou ainda em três Copas América Militares.

Como curiosidade lembra o árbitro que em 2005, em uma competição militar disputado na Alemanha, ele era goleiro do Brasil e os nossos representantes do apito foram Márcio Resende de Freitas e Ednilson Corona. Já em 2007, Wilson Luiz Seneme e Djalma Beltrami atuaram no Mundial Militar na Índia.

Apitonacional, compromisso só com a verdade!

Publicidade

 

Copyright © 2009     -     www.apitonacional.com.br ® Todos os direitos reservados