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 01/11/2017    07:31hs

Arbitragem de base? Como a Bahia inova e tenta melhorar o apito brasileiro

A Divisão de Base dos Árbitros de Futebol é um projeto social criado na Bahia e que ajuda na formação de árbitros

A Divisão de Base dos Árbitros de Futebol é um projeto social criado na Bahia e que ajuda na formação de árbitros
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Vem da Bahia um dos projetos mais ousados e inovadores do futebol brasileiro. Criada em 2000, a Divisão de Base dos Árbitros de Futebol (DBAF) tem como objetivo desenvolver jovens para trabalhar na profissão mais indigesta do esporte: a de árbitro de futebol.

“Esse projeto visa a incentivar garotos de dez a 17 anos a conhecerem as regras do futebol. O futebol sempre priorizou formar e descobrir jogadores… Então, a gente está fazendo um trabalho para também despertar no jovem a vontade de ser árbitro de futebol desde a base”, explicou Rildo Góis, em entrevista exclusiva a Mauro Beting, para a Rádio Jovem Pan.

Rildo foi árbitro do quadro da Federação Baiana de Futebol (FBF) de 1999 a 2007. Em 2000, percebeu que o Brasil ainda carecia de cursos que ajudassem na formação de árbitros. Foi daí que surgiu a idéia de criar a DBAF – projeto que, além de desenvolver árbitros, tem um importante viés social.

Rildo Góes (camisa listrada) com garotos do projeto DBAF

“Desenvolvemos nos jovens a leitura e interpretação, porque há o livro de regras, e a escrita, por causa da súmula… Assim, vamos abrindo novos horizontes para a vida desses meninos. Se eles não forem árbitros, pelo menos vão sair do curso com uma boa noção de leitura e escrita, além de um importante conhecimento sobre as regras do jogo”, justificou Góis.

“A essência do projeto é mostrar para esses jovens que eles podem estar envolvidos no futebol não só como jogadores, mas também como árbitros. O nosso trabalho é muito lúdico e requer bastante tempo, porque lida muito com a parte teórica… Mas também é recompensador. Tem um garoto formado aqui que inclusive já integra o quadro da CBF”, celebrou.

A DBAF ministra aulas teóricas e práticas aos jovens. Além disso, permite que eles visitem CTs de clubes profissionais e participem de jogos de categorias menores. Tudo para que já se acostumem com a pressão de atuar na função mais ingrata do esporte mais popular do planeta.

Fonte: Jovem Pan

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