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    São Paulo - 26/04/2023    07:16hs

Árbitro paraense erra e clube pressiona por VAR e árbitro de outro estado

Trecho de nota de repudio do Águia de Marabá cita ‘arbitragens imponderáveis, inexplicáveis e tendenciosas’ no Parazão 2023

Fernando Castro, de barba, ao lado do presidente Ricardo Gluck Paul - Crédito: Divulgação/FPF
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A primeira partida da semifinal do campeonato paraense deste ano entre Águia de Marabá e Paysandu ainda gera reclamações contra a arbitragem desastrosa no confronto onde um pênalti inexistente foi assinalado a favor do Paysandu.

Em nota de repúdio enviado à Federação Paraense de Futebol (FPF), o Águia de Marabá, repudia a atuação da equipe de arbitragem confronto do Parazão 2023, disputada em Marabá, no dia 22 de abril. Na ocasião, o Paysandu venceu o Águia por um 1 a 0, prevalecendo-se de um pênalti que não existiu, mas que foi apontado pelo árbitro. A transmissão do jogo pela TV mostrou que a falta cometida por Bruno Lima em Eltinho ocorreu fora da área (veja abaixo).

Lance do penalti assinalado fora da área -Crédito: Reprodução TV

O árbitro da partida foi Klever da Costa Lobo (FPF), auxiliado por: Jhonathan Leone Lopes (CBF), Carlos Eduardo Galeno Benevides (CBF) e André Michel Petri Galina (FPF).

Já prevendo dificuldades com a arbitragem local, comandada por Fernando Castro, devido ao histórico de interferências no resultado do jogo sempre que ocorrem partidas decisivas envolvendo os dois ‘grandes’ da capital”, diz um trecho da nota.

A diretoria do Águia ainda acusa frontalmente que os times do interior têm se sujeitado a arbitragens tendenciosas, o que é um desafio adicional às condições dessas equipes, que já contam com orçamentos mais modestos que os grandes de Belém e perspectiva menor de alcançá-los no poderio de montagem de elencos.

“Esse modelo, que vigora desde sempre só enfraquece o futebol paraense e prejudica sobretudo aos dois grandes da capital ao se beneficiarem historicamente dos erros humanos deixando de montar times fortes para apostar nessas imponderáveis e inexplicáveis decisões da arbitragem local.” – diz outro trecho da nota.

PROVIDÊNCIAS

O clube de Maraba promete cobrar da federação novas precauções em relação ao jogo da volta, em Belém:

“Vamos solicitar que seja escalada arbitragem FIFA e uso do VAR para a próxima partida contra o Paysandu e as demais no restante do Parazão. Estamos na luta por um Campeonato Paraense forte, moralizado, que eleve o nível das equipes paraenses. Por mais que queiramos prestigiar a arbitragem local, não podemos nos sujeitar, numa semifinal, aos tradicionais ‘erros humanos’ que ironicamente nunca beneficiam o interior. Por tudo isso fica o nosso repúdio e decisão de solicitar arbitragem Fifa e VAR”, diz o trecho final da nota assinada pelo presidente Sebastião Ferreira Neto.

Veja a nota abaixo.

Nota do Apitonacional

Em julho de 2022, Fernando José de Castro Rodrigues, 57 anos (28/03/1966), assumiu a comissão de arbitragem da Federação Paraense de Futebol prometendo renovar e qualificar a arbitragem local para, entre outras coisas, não ter mais que importar árbitros de outros estados para apitar jogos decisivos do estadual. Essa promessa esta prestes a cair.

Fernando é o principal alvo das críticas contra a arbitragem e sua gestão não mostrou, até o presente momento, nenhuma evolução com os profissionais do apito, tendo em vista que uma de suas principais promessas, a de não importar árbitros de outros estados, corre riscos com o provável pedido do Águia de Marabá, mas que caso não ocorra desta vez, certamente ocorrera caso as finais seja o clássico RE-PA (Remo x Paysandu).

Fanando Castro tem um árbitro que foi do quadro FIFA no seu estado, que apitou partidas importantes em todas as divisões do futebol nacional, a quem defendia e para quem pedia oportunidades, mas mudou de opinião quando passou a ser chefe deste árbitro.

O árbitro em questão, Dewson Freitas, FIFA de 2015 a 2019, caiu no ostracismo e provavelmente não é escalado no Parazão 2023 por ter apoiado nas eleições opositores da atual gestão que Fernando faz parte. Dando uma rápida conferida nas escalas no site da FPF, fica claro a má vontade ou até mesmo vingança com o ex-FIFA onde, das 14 rodadas do campeonato, só atuou em duas (São Francisco x Tapajós e Bragantino x Águia de Marabá) durante a fase de classificação.

Só lembrando que Dewson praticamente perdeu o escudo FIFA e colocou sua carreira em risco ao aceitar ser usado como espécie de laranja lançado para presidir o sindicato dos árbitros (SINDARP/PA) e assim evitar maiores problemas para o grupo que comandava a entidade na ocasião e estavam na mira dos oposicionistas que prometiam procurar à justiça, principalmente por conta de dinheiro de patrocínio nas camisas dos árbitros que entraram no sindicato e desapareceram misteriosamente sem qualquer explicação.

 

De fala mansa, gestos articulados e de pouca confiança, Fernando Castro é uma figurinha carimbada no meio da arbitragem, pois já foi presidente do sindicato dos árbitros, onde segundo informações teria cometidos supostas irregularidades como não realizar prestação de contas. Durante essa época articulou uma vaga na FPF e se tornou homem de confiança de Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido como Cel. Nunes, quando este presidia a entidade paraense. Nunes também presidiu a CBF

Fernando Castro ao Lado Cel. Nunes - Crédito: Divulgação

de 12/2017 a 04/2019 e entre junho e agosto de 2021 quando Fernando atingiu o ápice de sua carreira sendo o principal assessor da presidência da entidade nacional.

Mas o reinado de Cel Nunes, que foi da Aeronáutica entre 1957 e 1966, quando foi exonerado, suspeito de colaborar com opositores da Ditadura Militar no Brasil, durou pouco e por conta do jogo político mudou também a situação de Fernando Castro que viveu momentos de ostracismo, mas que não durou muito, pois logo voltou ao poder, desta vez em seu estado, quando articulou novamente sua volta a FPF assumindo a arbitragem local e já tem seu trabalho questionado por dirigentes e até mesmo por alguns árbitros que, em off e sob condição de anonimato temendo represálias, demonstraram suas insatisfações.

O Apitonacional não conseguiu contatar Fernando Castro para que falasse sobre a nota de repúdio, sobre descontentamento de árbitros e as reclamações contra a arbitragem. Caso isso ocorra, esta matéria será atualizada.

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