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    São Paulo - 09/02/2024    08:13hs

CBF ainda deve taxas do futebol feminino de 2023

ABRAFUT, entidade de classe da categoria criada para defender interesses da CBF, se cala

Edina Alves foi a arbitra da final de 2023 - Foto crédito: Marty Melville/AFP via Getty Images
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Nesta sexta-feira (9), a Supercopa do Brasil de futebol feminino, terá início com o confronto Avaí/Kindermann versus Fluminense.

Por mais que se tenha incentivo e force a divulgação, o futebol feminino não consegue andar com as próprias pernas. É tecnicamente e organizacionalmente deficiente, altamente deficitário e tem pouca aceitação pelo público, com estádios, em raríssimas exceções, praticamente vazios e tem audiências baixíssimas nas televisões. E nesse cenário já perdura á anos não se vê perspectivas de mudanças a curto e médio prazo.

Para colaborar com a disparidade e desorganização, a CBF – Confederação Brasileira de Futebol – pelo menos no quesito arbitragem, dispensa tratamento de amadores para árbitros que atuam nas competições do futebol feminino. Enquanto um árbitro básico recebeu em 2023 taxa de R$ 4.700,00 reais para apitar na Série A masculino, no feminino esse valor caiu para R$950,00 reais. Ou seja, as taxas do futebol masculino são quase 500% a mais que as do feminino o que demonstra a real dimensão do valor que a entidade nacional dispensa para cada competição e categoria.

 

Para piorar ainda mais a situação, como publicado pela ex-árbitra Renata Ruel, em sua coluna no portal ESPN, a arbitragem que foi escalada para os jogos das semifinais e final de 2023 entre Corinthians e Ferroviária, ainda não receberam até hoje as taxas em um descaso enorme da CBF com os profissionais.

"Os custos aconteceram e se pode dizer que os árbitros pagaram para trabalhar" -  disse Ruel que acrescentou:

“A Comissão de Arbitragem, presidida por Wilson Seneme, adora cobrar os deveres dos árbitros, colocá-los na ‘geladeira’, fazer lives, mas nada de ir atrás dos direitos dos mesmos.

Assim como a ABRAFUT, Associação de Árbitros de Futebol do Brasil, que vivem soltando notas de repúdio contra clubes, jogadores, técnicos e dirigentes. Entretanto, defender os seus árbitros e associados, notas contra a CBF e comissão quando os árbitros são punidos ou não recebem taxas nunca foram vistas e os árbitros ficam de ‘mãos atadas’, pois se cobram sofrem ‘represálias’, as ‘punições silenciosas’ por contestar o sistema.

Renata Ruel: "Os árbitros pagaram para trabalhar"

Não adianta a CBF e a ABRAFUT pedirem respeito, se elas não dão exemplo de respeitar seus próprios árbitros" - pontuou a ex-assistente.

O Apitonacional entrou em contato com Alicio Pena Junior, membro da Comissão de Arbitragem da CBF, para checar a informação. Alicio, que antes de ser proibido de falar com o site por Wilson Seneme devido a críticas, sempre esclarecia as questões, não respondeu a mensagem até o fechamento da matéria que será atualizada caso isso ocorra.

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