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    São Paulo - 13/10/2020    07:36hs

Com maior rigor na punição, cartões por braçada têm recorde no Brasileirão desde 2015

Considerando as primeiras 15 rodadas dos últimos cinco anos, cartões aumentam 1450% em comparação a 2015. CBF explica mudança na recomendação

Crédito: Info Esporte

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O Brasileirão de 2020 está chamando a atenção no aspecto disciplinar por uma mudança no comportamento dos árbitros em infrações cometidas pelo uso desproporcional do braço ou mão. O Espião Estatístico* comparou as primeiras 15 rodadas dos últimos  cinco Brasileiros e confirmou que a atual edição é a recordista de cartões por braçadas.

Em relação a 2015 houve um aumento de 1450% no número de cartões por este motivo.

No total, a atual edição já registrou 62 cartões pelo uso desproporcional do braço ou mão nas jogadas. Destes, foram oito cartões vermelhos. O ano passado registrou apenas quatro nas primeiras 15 rodadas - metade das expulsões por braçadas do Campeonato Brasileiro de 2020.

Presidente da comissão de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba explicou que a recomendação é analisar a jogada diferenciando braço de proteção de braço de ataque. O ex-árbitro se surpreendeu com o aumento e disse que a mudança na recomendação vem de um estudo de caso da Fifa por conta do aumento de lesões em atletas por esse tipo de entrada.

Para o comentarista de arbitragem da Globo, Sandro Meira Ricci, o critério de lances de mão e braços no rosto ainda precisam de um ajuste fino porque nem tudo é para cartão.

- Depende da intensidade empregada na disputa e com que parte do corpo o jogador atingiu o rosto do adversário. Uma mão que atingiu o rosto do adversário, sem intensidade em um movimento natural de proteção da bola, pode ser punida apenas com uma falta. Já se for com outra parte do braço mais rígida em uma disputa, pode ser amarelo. E se houver intensidade ou maldade, cabe o vermelho.

- Alguns árbitros entendem isso, mas ainda não existe um critério único. Na Central do Apito, acompanhamos todas as competições e podemos constatar essa falta de uniformidade na punição dessas infrações. Outra coisa que atrapalha muito é o comportamento dos jogadores que constantemente simulam ter sido atingidos no rosto e muitas vezes enganam os árbitros - lembrou o ex-árbitro Sandro Meira Ricci.

Na última rodada, foram cinco cartões por braçada. No clássico paulista entre Palmeiras e São Paulo vieram dois deste cinco cartões. O intervalo de tempo entre as punições de apenas um minuto chamou a atenção. Primeiro, Igor Vinícius atinge Wesley com a mão e leva o amarelo. Um minuto depois, o lateral do Tricolor Paulista é atingido por Esteves, pede o cartão e Vuaden aplica (veja os lances).

Alguns times se destacam por estarem com maior frequência de punições por este motivo. O Bahia já levou oito cartões assim e lidera a estatística, seguido por Santos (6), Atlético-GO (5) e São Paulo (5). O Dragão é quem mais conseguiu "comemorar" cartões para adversários por este motivo: já são nove cartões por faltas por braçada em atletas do clube goiano.

Ainda é do Bahia o jogador mais punido por cartões pelo uso desproporcional do braço no campeonato. O volante Gregore já levou três amarelos assim. Araos (Corinthians), Matheus Babi (Botafogo), Lucas Veríssimo (Santos), Daniel Bessa (Goiás), Musto (Internacional), Reinaldo (São Paulo), Víctor Cuesta (Internacional) e Igor Vinícius (São Paulo) vêm logo atrás, com dois cartões cada.

As informações são de Roberto Maleson - GE/Rio de Janeiro

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