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 09/04/2018    06:03hs     -     Atualizado 09/04/2018    08:59hs

OPERAÇÃO CARTOLA

Polícia e Gaeco do MPPB investigam organização criminosa por falsidade ideológica e manipulação de resultados no futebol profissional

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Como já havíamos antecipado sobre as investigações que ocorria em sigilo no futebol e na arbitragem  paraibana com escutas telefônicas autorizadas pela justiça em dirigentes e árbitros, o Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) e pela Polícia Civil deflagrou operação na madrugada desta segunda-feira (9) sobre uma organização criminosa suspeita de manipular resultados no futebol profissional da Paraíba.

Segundo fontes locais, as autoridades teriam mandados de busca e apreensão para cumprir contra alguns árbitros locais, inclusive do quadro da CBF. Entre os que supostamente tiveram buscas em suas casas estariam o presidente da comissão de arbitragem José Renato Albuquerque, os árbitros Renan Roberto de Sousa, Luís Filipe Corrêa e Jose Maria Neto, trio que apito a final do ultimo sergipano.

A ação recebeu o nome de Cartola e visa cumprir 39 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande e Cajazeiras.

O objetivo é apurar crimes cometidos por uma organização criminosa composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (CEAF), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional da Paraíba.

A Polícia Civil contou com equipes de monitoramento e vigilância, que analisaram centenas de documentos e realizaram diligências durante 6 meses de investigações. O cumprimento de mandados conta com a atuação de 230 policiais civis.

As investigações vêm acontecendo há seis meses e apontam a manipulação de resultados de campeonatos de futebol, adulteração de documentos, interferência em decisões da justiça desportiva (TJD) e desvio de valores oriundos de partidas de futebol profissional.

A operação coletou vários documentos ao longo das investigações que apontam ainda a existência de dois núcleos principais, com aproximadamente 80 membros identificados, sendo o primeiro formado por membros da FPF, CEAF e Dirigentes de clubes de futebol profissional, que seria responsável pelas decisões mais importantes relacionadas ao futebol na Paraíba.

Já o segundo núcleo identificado seria formado por membros executores ligados à CEAF, funcionários da FPF e de clubes de futebol.

A investigação segue de forma sigilosa e detalhes sobre o modo de atuação dos investigados, individualização das condutas e demais características do grupo investigado só poderão ser divulgados posteriormente, após a conclusão da fase investigativa e análise de todo o material apreendido.

O cumprimento dos mandados contou com a atuação de 230 policiais civis de diversas cidades da Paraíba. Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, manipulação de resultados (crimes do estatuto do torcedor) e por outras condutas sob apuração.

Estamos apurando e em breve traremos novas informações.

Com informações PBAGORA

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