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 23/06/2020    05:01hs

Sem renda da arbitragem e desempregado, assistente sobrevive com auxílio da CBF

Alisson Lima revela dramas enfrentados durante a pandemia de coronavírus e teme próximos meses sem suporte financeiro da entidade: "Tenho suprido minhas necessidades com ele"

Alisson Brito, assistente do quadro da FFP e CBF — Foto: Elziney Santos
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A vida do assistente de arbitragem Alisson Lima virou de ponta cabeça nos últimos meses. As paralisações das atividades esportivas por conta da pandemia de coronavírus não só tiraram Alisson do campo como também deixaram o auxiliar administrativo sem o emprego formal, que garantia a renda principal da família. Desempregado, o piauiense vive agora
do auxílio financeiro concedido pela CBF.

- Assim que começou essa pandemia, como eu, várias pessoas tiveram seus empregos prejudicados. Fui afastado do mesmo com gratificação do governo federal, mas tendo aí salários cortados. Como já estamos bastante tempo parado, veio a demissão de alguns funcionários, inclusive a minha – lamentou o assistente.

A ajuda financeira oferecida pela Confederação Brasileira de Futebol aos árbitros e assistentes está em vigência desde abril e funciona como um adiantamento das taxas pagas por jogo. Neste mês, os contemplados devem receber a última parcela do suporte, o que liga o alerta de Alisson, que vai precisar se desdobrar para garantir a renda até o retorno das partidas de futebol.

Alisson Brito (à esquerda) em jogo da Série B do Brasileiro — Foto: Arquivo Pessoal

- A CBF, através da sua Comissão Nacional de Arbitragem, fez um adiantamento das taxas dos jogos que por ventura iriamos ter que fazer quando tudo isso passar. Uma ajuda bastante valida, tendo em vista o que estamos passando. Essas taxas a princípio eram para ser devolvidas assim que voltarmos a atuar nas competições nacionais. Esse aporte financeiro da CBF veio em uma boa hora porque atualmente tenho supridos minha necessidade com ele - disse.

Em cinco anos dedicados à arbitragem, essa é a primeira vez que o piauiense enfrenta problemas financeiros tão preocupantes. Antes da pandemia, Alisson conseguiu conciliar o trabalho administrativo em um órgão do estado do Piauí com os jogos do Campeonato Piauiense e algumas partidas do quadro da CBF.

Alisson Lima — Crédito: Elziney Santos

- No momento, estamos trabalhando a parte física, fazendo o que possível para não perder o ritmo das coisas, na esperança da volta. Esperamos logo que volte tudo ao normal porque de fato em todos os aspectos a dificuldade vem só aumentando com essa paralisação - explicou.

Alisson no antigo trabalho em um órgão do estado - Crédito: Arquivo Pessoal

O assistente aguarda o retorno seguro das atividades esportivas para se reestabelecer financeiramente e voltar a atuar nas partidas estaduais e nacionais. Alisson reforçou o suporte que também está sendo oferecido pela CBF.

- Estamos recebendo da comissão nacional vídeos testes toda semana para analisarmos as jogadas de futebol. Atualmente, recebo uma pré-temporada virtual de aulas divididas em temas, comandada pelo próprio presidente Leonardo Gaciba e sua equipe – revelou.

A pandemia do coronavírus se tornou o motivo central dessa paralisação histórica. São noventa dias sem jogos, treinos e diversas incertezas sobre a retomada do estadual. A Federação de Futebol do Piauí agendou para a próxima quarta-feira uma reunião com os clubes para definir a data certo de retorno.

As informações são do Globo.com/Teresina - Por Stephanie Pacheco — Teresina

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