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 28/08/2019    09:07hs

Árbitros do Paraná elegem nova diretoria da APAF no próximo sábado

Cerca de 220 associados devem votar na sede e em quatro sub-sedes no pleito da Associação de Árbitros que ocorre das 9 ás 13h do dia 31/08

Eli Marini e Ivan Carlos Bohn disputam a Presidência para mandando 2020/2023
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O estado do Paraná é o único no país que tem duas entidades representativas dos árbitros devidamente legalizadas. Como rege o caput art. 8 da constituição Federal de 1988, a base territorial de uma categoria devidamente constituída com carta sindical é o estado e não poderá ser criado outro sindicado nesta mesma base.

Uma antiga disputa interna pelo poder divide os árbitros do Paraná. Duas entidades distintas brigam para representar a categoria, que assim perde força na luta por melhores condições de trabalho. O Sindicato dos Árbitros do Paraná (SAP), fundado na década de 2000, existe no papel, tem carta sindical, mas não tem representatividade na categoria. 

Já a APAF – Associação Profissional dos Árbitros de Futebol, fundada em outubro de 1986, é a mais antiga, conta com praticamente todos os árbitros do estado em seu quadro associativo, é reconhecida e tem apoio da Federação Paranaense de Futebol (FPF), mas não tem representatividade legal perante o Ministério do Trabalho.

A nível nacional a APAF não era reconhecida estatutariamente pela ANAF - Associação Nacional dos Árbitros de Futebol -, mas tinha assento e voto nas assembléias. Já o Sindicato, mesmo tendo carta sindical, não se faz respeitar e sequer tem voz e acesso permitido nos encontros nacionais.

Disputa a parte, no próximo sábado (31), das 9 às 13h, cerca de 220 associados da APAF elegerão seus representantes em urnas na sede da entidade na capital e em outras quatro sub-sedes (Cascavel, Londrina, Maringá e Pato Branco) para triênio 2020/2023 com posse prevista em 01/01/2020.

As eleições na APAF sempre é bem acirrada com divisão entre os árbitros do quadro CBF e do quadro estadual. Desta vez não é diferente, a chapa 1é composta toda ela por árbitros CBF e tem o apoio explicito da FPF. O experiente assistente Ivan Carlos Bohn lidera a chapa e promete unir a classe caso seja eleito. Já a chapa 2 é liderada pelo árbitro Eli Marini com 12 anos de serviços prestados a arbitragem. Apesar de ser político (foi vice prefeito da sua cidade natal) não da mostras de enfrentamento tanto com a FPF como em relação ao imbróglio com o sindicato e aposta na força do quadro local para vencer a eleição.

O Apitonacional procurou os dois candidatos – Ivan Carlos Bohn (chapa 1: Arbitragem Paranaense Forte) e Eli Marini (Chapa 2: Sempre em Frente - Juntos Somos Mais Fortes) - para que ambos respondessem cinco perguntas e para apresentarem seus projetos e propostas aos associados com direito a voto que assim, embasados no que disse os candidatos poderão exercer seu direito escolhendo a melhor opção para si e sua categoria.

Ivan Bohn disse que foi convencido a concorrer ao cargo após receber apoio da classe, de membros da comissão de arbitragem e do presidente da FPF Helio Cury. O candidato disse que, se eleito, quer trabalhar com transparência e responsabilidade e que vai retomar o dialogo para acabar com o conflito com o sindicato.

Por sua vez Eli Marini disse que pretende contribuir de uma forma diferente pensando no coletivo, buscando melhorar ainda mais a proximidade e diálogo com a federação, comissão de arbitragem e escola de árbitros.

Veja abaixo as perguntas e as respostas dos candidatos.

1 – O que levou você a concorrer a presidência da APAF?

Ivan Bohn: Em uma conversa com o atual presidente da APAF (Adriano Milczvisk), foi cogitado meu nome para concorrer às eleições, em um primeiro momento não quis assumir tamanha responsabilidade, mas conversando com inúmeros árbitros do estado, senti um enorme apoio da classe, conversei com o Anderson Gonçalves da comissão, e com o presidente da FPF, ambos demonstraram total apoio a nossa chapa, então decidi lutar em prol da arbitragem paranaense.

Eli Marini: Poder contribuir de uma forma diferente com a arbitragem do Paraná, pensando no coletivo, buscando melhorar ainda mais a proximidade e diálogo com a federação, comissão de arbitragem e escola de árbitros. Inclusive no início havia dois princípios de formação de Chapa e meu nome foi cogitado em ambas. Então resolvemos montar apenas uma chapa com árbitros distribuídos em vários pontos do Paraná.  Assinamos em Curitiba, os documentos da referida chapa na quinta feira (15/08), porém fomos pegos de surpresa no sábado quando surgiu outra chapa e alguns membros que faziam parte conosco, por motivos desconhecidos, tiveram que sair da mesma. Então resolvemos manter o projeto e dar seguimento às nossas idéias, que também de alguma forma vazaram  antes mesmo que publicássemos nossos plano de governo.

2 - Quais seus planos caso seja eleito?

Ivan Bohn: Caso eleito, o nosso principal foco é estreitar as informações e direitos dos árbitros, seja ele de qual região/pólo do Paraná ele se encontre. Trabalhar com transparência e responsabilidade, sempre em prol da nossa classe.

Eli Marini: já está detalhado o que pretendemos fazer no plano e não adianta queremos inventar coisas para ter o voto e depois não cumprirmos. Porém, temos contato já feito com patrocinadores de uniformes para diminuirmos as despesas da associação e com isso investirmos em instruções e preparações para arbitragem; o salário que hoje é pago ao presidente, eu quero abrir mão e com isso teremos uma economia de pouco mais de 10.000,00 reais anuais que também serão investidos para os árbitros; queremos estar sempre abertos a novas sugestões feitas pelos próprios árbitros para sabermos qual maneira devemos investir os recursos da APAF; usar os jogos oficiais do Paraná como vitrine e  também de preparação aos árbitros conforme fiz o convite e dei a idéia dois anos atrás para o presidente da comissão de arbitragem, o Professor Afonso Vitor de Oliveira.

3 – Onde você mora, no que trabalha, como vai conciliar trabalho/presidência da Associação para cumprir as obrigações que o cargo exige?

Ivan Bohn: Moro em Curitiba, o que facilita o acesso e deslocamento a federação. Trabalho como representante comercial, faço meu próprio horário, além de estar montando um studio de pilates. Sou bacharel em educação física e posso perfeitamente conciliar meu trabalho com a presidência da associação caso eu venha obter êxito neste pleito.

Eli Marini: Moro em São Pedro do Paraná, estou diretor do colégio estadual Cecília Meireles, tenho a maioria das minhas tardes livres para poder dar a atenção que acredito ser o suficiente para atender as necessidades do cargo que estou concorrendo.

Grifo da redação: São Pedro do Paraná fica a cerca de 600 km de Curitiba.

4 – Sua base de apoio e com que pretende trabalhar caso seja eleito equipe formada?

Ivan Bohn: Devido ao bom relacionamento com a presidência da federação, com a comissão de arbitragem e árbitros de todo Estado, temos o apoio dos setores mais importantes dentro da arbitragem paranaense. Vou trabalhar com quem queira contribuir para o crescimento da arbitragem paranaense criando pólos por todo estado do Paraná.

Eli Marini: Meu apoio vem primeiramente de Deus e posteriormente dos colegas e amigos dessa arbitragem de todo meu Paraná querido, que um dia sonho que seja reconhecida como família de arbitragem do Paraná.

5 – Há anos existe uma briga pelo poder entre Sindicato e Associação. Você não acha que essa briga, além de ser feia para o estado que não demonstra unidade, só prejudica os próprios árbitros e o que você pensa e o que pretende fazer em relação a essa disputa?

Ivan Bohn: Há anos esse conflito foi instalado em nosso estado. Se eleito entendemos que o diálogo deve imperar e não mediremos esforços para, de alguma forma, minimizar esse efeito de órgãos de classes diferentes no nosso estado, afinal o intuito de ajudar a classe é do bem comum. Tentaremos unir e dialogar com todos os envolvidos no futebol do estado, unificando e demonstrando aos demais agentes do desporto o quanto os árbitros devem ser respeitados e valorizados. Atentos a esta questão mesclamos nossa chapa, com árbitros FIFA, CBF e do quadro da FPF que representam os mais jovens.

Eli Marini: Primeiramente não pretendo me meter em brigas (kk), porém todos assunto de interesse dos árbitros eu gostaria de resolver em assembleia com os árbitros para assim podermos tomar as melhores decisões para a classe.

Propostas dos candidatos

Propostas chapa 1 - 'Arbitragem Paranaense Forte'

-Resgatar o orgulho do árbitro em ser associado da APAF e torná-la cada vez mais forte, aproximação com a presidência da FPF.
-Exclusão de uma anuidade extra para arbitrar jogos da Paraná Esportes.
-Jogos da Paraná Esportes sempre coordenados por árbitros federados.
-Incluir a disponibilidade dos Árbitros federados em participar dos jogos da Paraná Esportes.
-Usar os jogos do estado como porta de crescimento para os jovens árbitros, por este motivo a importância de serem coordenados por um árbitro federado, o qual poderá auxiliar nesse desenvolvimento.
-Buscar uma parceria com a federação na aquisição de uniformes para os árbitros, devido ao patrocínio da bola.
-Termos um representante eleito em cada região, para ser o canal da APAF com as regiões.
-Pré Temporada para as 3 divisões.
-Parceria com academias de musculação e pilates para árbitros associados.
-Aprimoramento continuado para árbitros associados em relação à preenchimento de súmulas.
-Voto eletrônico nas próximas eleições evitando grandes deslocamentos dos associados para votar.
-Prestação de contas semestralmente.

Propostas chapa 2 - 'Sempre em Frente - Juntos Somos Mais Fortes'

 Chapas

CHAPA 1 - Arbitragem Paranaense Forte
PRESIDENTE – IVAN CARLOS BOHN (ÁRBITRO ASSISTENTE CBF)
1º VICE PRESIDENTE – LUCIANO ROGGENBAUM (ÁRBITRO ASSISTENTE CBF)
2º VICE PRESIDENTE – JOÃO FÁBIO MACHADO BRISCHILIARI (ÁRBITRO ASSISTENTE CBF)
1º SECRETÁRIO – ANDRÉ SEVERO (ÁRBITRO ASSISTENTE CBF)
2º SECRETÁRIO – RODOLPHO TOSKI (ÁRBITRO FIFA)
1º TESOUREIRO – THIAGO COLTRE NOGUEIRA (ÁRBITRO FPF)
2º TESOUREIRO – MAYKON BRITO DE FREITAS (ÁRBITRO FPF)

CHAPA 2 - Sempre em Frente - Juntos Somos Mais Fortes

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