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 18/12/2017    09:13hs

Tribunal do perdão surpreende e aumenta punição de jogador por agressão a árbitro

Pleno do STJD reformula pena do jogador Derley por cabeçada em Thiago Peixoto

Derley foi expulso e agrediu o árbitro Thiago Duarte Peixoto. (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
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Conhecido como tribunal do perdão, onde as comissões de primeira instancia julgam as ações seguindo os preceitos da lei e o pleno reforma as sentenças sempre atuando politicamente beneficiando clubes, infratores e a impunidade, quando não interesses da CBF como comprovado nos e-mails tocados entre dirigentes dessas entidades, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) surpreendeu na ultima quarta-feira (14) aumentando a pena do jogador Derley do Santa Cruz por agressão ao árbitro paulista Thiago Duarte Peixoto durante a partida Santa Cruz x Náutico valida pela 33ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Julgado em primeira instancia pela quarta comissão disciplinar, Derley foi apenado em quatro partidas por conduta contrária à disciplina ao encarar o árbitro Thiago Duarte Peixoto, uma punição bem aquém da esperada. Após a decisão ser proferida por maioria dos votos, a Procuradoria recorreu da pena aplicada ao jogador.

Em novo julgamento, realizado desta vez no pleno do STJD, na ultima quinta-feira (14), por maioria dos votos, o jogador teve sua punição reformulada para 180 dias, bem mais adequada para uma agressão. A suspensão é válida a partir do dia 17 de novembro, data do primeiro julgamento, com termino em 16 de maio de 2018.

Durante o julgamento, o Procurador-geral da Justiça Desportiva, Felipe Bevilacqua, defendeu que Derley merecia ser punido por agressão e disse que o jogador recebeu um blinde no primeiro julgamento.

“Entendo que a Comissão não encaminhou bem e deu um brinde ao atleta. É a mais gravosa infração que um atleta pode cometer. A Procuradoria pede a aplicação de pena de suspensão de 180 dias do atleta tendo em vista que as imagens corroboram com o que foi narrado na súmula" – disse Bevilacqua.

Thiago Peixoto relatou na sumula as ofensas e cabeçada

Já Felipe de Macedo, advogado do Santa Cruz, usou de argumentos estapafúrdios, como se o árbitro tivesse culpa dos atrasos de salários, para divergir do procurador.

“Não entendo que tenha sido agressão. O árbitro errou e o clube já tinha tido problema com esse árbitro em outra partida. A equipe inteira foi reclamar. Salário atrasado, pressão da torcida, erros da arbitragem e o jogador com tudo isso afirmou que não teve intenção nenhuma de agredir e sim de encostar testa com testa" – argumentou o advogado.

No entendimento do relator do processo (Mauro Marcelo de Lima e Silva), o jogador cometeu ofensa que resultou na expulsão e depois na cabeçada.

“Foram duas condutas distintas e cumuladas. Aplico a pena de duas partidas no artigo 258 e a pena de 180 dias pela agressão praticada ao árbitro" - explicou Lima e Silva.

Os auditores João Bosco, José Perdiz, Otávio Noronha e o Presidente Ronaldo Botelho Piacente (indicado pela ANAF) acompanharam o relator.

Já os Auditores Décio Neuhaus e Arlete Mesquita divergiram e puniram Derley por tentativa de agressão com 90 dias de suspensão.

Entenda o caso

Na 33ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, quando o Santa Cruz disputava clássico pernambucano diante do Náutico, o volante Derley perdeu o controle e acertou uma cabeçada de raspão no árbitro da partida, Thiago Duarte Peixoto.

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