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    São Paulo - 22/06/2021    07:12hs

Árbitro sofre 2ª agressão em seis anos de carreira

Quatro anos após a primeira agressão, Dagoberto Modesto é agredido novamente, desta vez  pela Série D do Brasileiro

Bruno Colaço agride árbitro — Foto: Reprodução
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Dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas para o árbitro Dagoberto da Silva Modesto, 35 anos (16/07/1985), de Gurupi/Tocantins, não foi bem assim. O profissional sofreu a segunda agressão na curta carreira de seis anos ao ser surpreendido no último sábado (19) pelo goleiro Bruno Colaço, do Penarol-AM, com um soco no rosto. O lance foi registrado na partida entre Fast e Penarol-AM, pelo Brasileiro da Série D, após Dagoberto expulsar o arqueiro, que havia cometido um pênalti. O Fast venceu o duelo por 3 a 2.

Em maio de 2017, Dagoberto Modesto já havia sido vítima de agressão, que ocorreu durante uma partida da terceira divisão do Tocantinense, entre União Peixense e Embuguaçuano. Na época, a agressão foi cometida pelo zagueiro Itamar, que deu um tapa no rosto do profissional, também após receber vermelho (veja o lance). O agressor foi julgado e punido com um ano e 35 dias sem atuar.

Dagoberto lamentou o ocorrido e disse ser um desafio igual em outras profissões, com o lado bom e o lado ruim.

- A gente não quer que isso ocorra, mas quando acontece tem que tá preparado mentalmente para controlar a situação e já se preparar para a próxima batalha. São coisas que acontecem e não desejamos para ninguém.

- No lance, o time do Penarol havia acabado de toma uma virada, 3 a 2. A equipe ganhava por 2 a 0, e levaram 3 gols no segundo tempo. O lance seria do quarto gol, era uma oportunidade clara de gol. O texto da regra hoje, pede que o árbitro aplique apenas o amarelo. Só há mudança, quando é um jogo brusco grave ou conduta violenta. Apliquei o amarelo no lance, só que ele descontrolou e começou a me xingar, e então apliquei o vermelho, foi quando ele veio tentar me agredir. O braço dele não chega acertar no meu rosto. Não teve contato, graças a Deus.

 

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- Só quero deixar claro, que antes do cartão vermelho teve um amarelo pelo penal. Que fique bem claro, a expulsão foi por causa dos xingamentos dele. Foi a reação após receber o amarelo. Pela imagem, não dá para ver, e muitos estão criticando que o lance não era para vermelho e realmente não era.

Em relação a fala do goleiro sobre a pressão pelo cartão amarelo, o árbitro disse que em momento algum falou em não aplicar o amarelo.

- Ele fala em uma reportagem, que eu não daria o amarelo. Que após pressão de jogadores, eu aplico o cartão. Nesse momento, o atleta está mentindo. Não falei em momento algum em não dar cartão para ele. Disse que o atleta que estava caído (sofreu a penalidade) se precisasse de atendimento e fosse o cobrador do pênalti, não teria necessidade de sair do campo. O goleiro questiona comigo a saída do jogador adversário e um cartão. Eu disse para ele: "Mesmo com cartão ou sem cartão, o jogador não precisava sair, neste momento virei e apliquei amarelo para ele [o goleiro Bruno Colaço]" - finalizou.

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O que diz a lei

O caso deve ser julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Conforme o artigo 254, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), agressões praticadas contra árbitros, assistentes ou demais membros de equipe de arbitragem, a pena mínima será de suspensão por cento e oitenta dias.

O que deve acontecer

Levando em consideração o lamaçal histórico de julgamentos da (in)justiça Brasileira, provavelmente nada ou no máximo uma punição média no primeiro julgamento, quando ocorre em alguma comissão disciplinar, que certamente será diminuída no Pleno do STJD e provavelmente convertida em pagamento de cestas básicas, livrando o infrator e incentivando a violência.

A justiça desportiva brasileira, assim como a justiça civil e criminal, é uma verdadeira defensoria de agressores, infratores, bandidos e todo tipo de pessoas que não respeitam as leis, sejam elas civil, criminal ou desportiva.

Dagoberto da Silva Modesto - Crédito: FTF

 

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